Aí eu escuto uma promoção da Vivo (Vade Retro, coisa ruim!) dizendo que se você comprar o novo Motorola (Vade Retro, coisa ruim again!) ganha conteúdo exclusivo Malu Magalhães... Primeira coisa que penso: who the hell é essa daí? Alguma "modelo e atriz"? Canta, dança e representa?
Na sequência, descubro que é uma menina de 16 anos que está de caso com um dos tiozinhos barbudos dos Los Hermanos...
Pergunto para o Master, que sempre sabe de tudo sobre novidades da música e ele me diz: - Ela cantando parece a Britney Spears com dor de barriga. Concluo que não quero nem ouvir. Associar de uma vez só, Vivo, Motorola e Los Hermanos, é praticamente uma missa negra. Heresia completa contra meus princípios.
Aconteceu assim, meio por acidente, como as descobertas divertidas geralmente surgem.
Me passaram, pelo msn, um link para um vídeo no youtube. Um desses vídeos engraçados que o povo manda o tempo todo e que pouco a pouco vêm tomando o lugar dos e-mails com powerpoint no ranking do spam.
Abri o link, assisti o vídeo, dei risada, cliquei em um outro vídeo que aparecia na mesma tela, e acabei indo parar num clip do Slot.
Tá, e what the hell é esse tal de Slot? É a banda que abriu o show do Korn em St. Petersburg e que faz parte da trilha sonora do “Guardiões da Noite”. (tá, depois escrevo um post sobre o Guardiões)
O negócio é que a banda é bem legal. O som lembra algo entre Linkin Park e Evanescence, com vocal feminino e letras em russo. Pra quem não quiser fazer um test-drive completo, recomendo ouvir The Board, que faz parte do álbum Trinity, o terceiro deles.
E pra quem tiver com preguiça de procurar, ou pressa de ouvir, taí uma amostra…
Alguém aí sabe me dizer porque continuaram com o nome “Rock in Rio” depois que o evento saiu do Brasil? Tudo bem que existe um apelo comercial, mas o ridículo da discrepância geográfica não justifica os possíveis lucros que o festival possa gerar.
Não acho que seja tão difícil criar outro nome que também dê lucro, até porque, o nome do evento é a última preocupação do público que lota os estádios para ver um show. As bandas, o setlist, quem vai abrir , quem vai fechar, os nomes confirmados, isso sim é o que passa pela cabeça e não importa se o evento é o “Chimera Music Festival” ou o “OzzFest”.
O “Monsters of Rock” mudou para “Philips Monsters of Rock”, mas manteve o Rock, enquanto o “Rock in Rio” manteve o nome firme e forte, mas não tem mais nem rock e nem Rio. Enquanto na primeira edição tivemos nomes do porte de Queen, AC/DC e Ozzy, nas edições seguintes, a “democratização do evento” nos trouxe Sandy, Britney, Shakira, Alejandro Sanz e Carlinhos Brown, entre outros “Monstros Sagrados do Rock”.
Esse ano, temos confirmadas duas edições do “Rock in Rio”, uma em Lisboa (Rock, ora pois) e outra em Madrid (Rock en el Rio).
E como se isso não fosse suficiente, de uns tempos pra cá, a onda do “politicamente correto” e a moda da “consciência social” ainda tentam embutir a idéia de que o festival “inspira a conscientização” para a construção de um mundo melhor.
Putz, faz tempo que tão tentando fazer essa construção e até agora, nem colocaram os andaimes. O mundo deve continuar na mesma por muito tempo…